Navegando entre línguas

Aprendendo línguas estrangeiras com recursos da Internet


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Vamos ajudar a Rosane a falar inglês?

A Rosane é minha leitora fiel e uma estudante perseverante de inglês. Ela sempre compartilha conosco as suas experiências em estudar inglês pela internet (dê uma olhada em posts anteriores e você vai encontrar vários comentários dela!).

No último comentário que fez, ela nos contou da sua dificuldade em falar e compreender o que falam em inglês. Quando identificamos uma dificuldade específica em nos comunicarmos, vale à pena focar a atenção em superá-la. Na interação oral (falar e escutar), temos que compreender o que o nosso interlocutor fala e responder na língua dele. Esse processo acontece em tempo real e o nosso processamento das informações deve acontecer rapidamente. Além disso, quando falamos estamos nos expondo e é comum ficarmos intimidados ao mostrar o que sabemos e o que não sabemos comunicar na língua estrangeira (aspectos como o nosso sotaque e a nossa pronúncia das palavras).

E como superar essa situação? Um caminho possível é dar um passo atrás e reforçar as nossas práticas em cada habilidade separadamente: ou seja a Rosane pode praticar a escuta e a fala, assimilando cada uma com exercícios específicos. Quando ela estiver em uma situação de interação, será mais fácil compreender e se expressar.

Por exemplo, veja o site Rachel`s English. A professora Rachel apresenta a fonética do inglês americano em vídeos curtinhos, ensinando a pronúncia com vários exercícios. Veja esse exemplo:

Agora é a sua vez! Vamos ajudar a Rosane? Dê uma dica para ela praticar inglês!


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Teletandem

… continuando: eu vinha comentando com você sobre como podemos usar as tecnologias para praticar a interação oral em língua estrangeira. Daí, te dei algumas sugestões e uma delas era buscar um parceiro, falante da sua língua-alvo, e usar o computador para conversar. Também te contei que existem alguns projetos que encontram esses parceiros para você.

Um deles é o Teletandem. Pra começar, Tandem é o nome desse tipo de bicicleta onde duas pessoas pedalam num mesmo veículo. A ideia é bem bacana: ambos fazem o esforço para se chegar ao mesmo objetivo, nesse caso, aprender uma língua estrangeira.

Bike Tandem

Tandem: Os dois ciclistas pedalam na mesma direção.

No projeto Teletandem Brasil, são colocados em contato dois alunos de países de línguas diferentes e falantes de línguas nativas diferentes. Cada um ensina a sua língua para o colega de outro país e, assim, os dois vão caminhando juntos, se ajudando no processo de aprendizagem. Infelizmente, esse projeto ainda é restrito a algumas universidades, mas a essência do projeto pode ser aplicada em outras situações. Vale a pena dar uma olhada!

Projeto Teletandem Brasil

Saiba mais sobre Teletandem


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Podcast II

Então, descobriu o que é que o podcast tem? Às vezes leva um tempinho mesmo para aprender a instalar um programa e baixar os arquivos. Caso você ainda tenha dificuldades, segue o link de um tutorial.

Bem, agora vamos ao que interessa: você lembra que, quando nos comunicamos, usamos quatro habilidades: ouvir, falar, ler e escrever. Pois bem, nos cursos a distância anteriores à web 2.0 (aguarde, vou voltar a esse tema!), existia uma grande dificuldade em se tratar das habilidades ‘ouvir’ e, principalmente, ‘falar’ (no momento vamos nos concentrar no ‘ouvir’). Era necessário um grande investimento em tecnologia para produzir áudio. Alguns cursos chegavam a enviar fitas cassete para a casa do aluno como forma de tentar trabalhar essa habilidade.

Mas, como você já viu, hoje em dia é bem mais acessível criar um arquivo sonoro e disponibilizá-lo na Web. Quando você baixa um podcast, pode escutá-lo no seu computador ou em algum aparelho de mp3, não precisa necessariamente estar conectado à Internet. Existe muito material de qualidade e acessível gratuitamente, vou enumerar alguns para que você possa começar:

Espanhol: Audiria e A buen puerto

Francês: Coffee Break French e RFI

Inglês: 6 Minute English e Grammar challenge

Conhece mais algum podcast interessante? Compartilhe conosco, deixe seu comentário!


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Você tem medo de quê?

Medo de errar. Parece que quanto mais o tempo passa, mais temos medo de cometer erros, não é? Em todos os aspectos da vida isso pode nos atrapalhar e quando se trata de aprender uma língua… tem gente que “trava”, “empaca”, “dá branco”. Aprendi uma coisa que tento compartilhar com os meus alunos: somos todos aprendizes. Estamos no mesmo barco, aprendendo coisas ao longo da vida. Se você está tentando conversar com um estrangeiro ou dizer alguma coisa em um grupo de estudantes, tente se lembrar que eles muito (muito mesmo) provavelmente não dominam completamente a própria língua, nem a sua língua (quando essa é uma língua estrangeira para os outros). Ora, se essas pessoas podem cometer erros, nós também podemos! É errando que se aprende e quando deixamos de monitorar a forma como nos expressamos, passamos a nos concentrar em que a mensagem seja compreendida pelo outro. Numa conversa, é mais importante concluir um pensamento e se fazer entender do que pronunciar as palavras corretamente se elas, juntas, não fizerem nenhum sentido, não? Pra terminar o post de hoje, segue uma música da mexicana Julieta Venegas com Lenine: Miedo.


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Ouvir, falar, ler e escrever…

Essas são as quatro habilidades que usamos pra nos comunicar. Em geral, fazemos uma combinação entre elas em um processo de interação. Quando você escuta uma palestra, por exemplo, você está interagindo de alguma forma: ou sinalizando com o rosto se você concorda ou não, ou fazendo anotações destacando o que acha mais importante… o mesmo acontece quando nós lemos, falamos e escrevemos. Estamos sempre em interação.

Agora, dá pra imaginar estudar uma língua estrangeira sem interagir com ninguém??? Os primeiros métodos de ensino eram assim. A metodologia Audiolingual, por exemplo, foi desenvolvida para ensinar aos soldados americanos que iam lutar na Segunda Guerra Mundial a língua dos países onde aconteceria a batalha. Eles precisavam aprender em pouco tempo e para isso passavam por processos exaustivos de memorização de frases. A pronúncia tinha que ser “perfeita”, mas isso não garantia a comunicação. Quer um exemplo? Imagine um estrangeiro estudando português. Ele aprende (por esse método), que para saber o nome de uma pessoa, deve usar a frase “Qual é o seu nome?”. Essa é a única frase que ele aprende para saber o nome de alguém. Ele vem para o Brasil e a pergunta que ele escuta é “Como você se chama?” Pronto! Ele já não sabe o que a pessoa quer saber dele. Podemos pensar em duas soluções para isso: ou o aluno passa a memorizar TODAS as formas usadas para expressar um determinado sentido. Ou ele aprende estratégias de interação para conseguir se comunicar quando se encontrar numa situação dessas. O que você acha que funciona melhor?

Leia mais sobre Metodologia Audiolingual

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