Segue a história que prometi:
Um conhecido meu viajou para a Argentina com a família. Ele não sabia falar quase nada, mas nada mesmo em espanhol. Na hora em que a fome apertou, ele foi a uma rede de fast food na esperança de encontrar alguma comida que lhe parecesse familiar e fosse fácil de identificar. Olhando rapidamente as fotos do painel encima do balcão, ele escolheu um hambúrguer de frango. Foi ao caixa da lanchonete e pediu à atendente: “Frango”. Sem compreender o que ele queria, a moça perguntou outra vez qual era o pedido. “F-R-Á-N-G-O”, ele respondeu em voz bem alta e pausada, tentando falar com sotaque espanhol. A caixa fez aquela cara de ponto de interrogação! E assim o diálogo seguia, ela perguntava o que ele queria e ele respondia “Frángo. Frángo. Frángo!!!” A confusão já estava armada e a fila do caixa cada vez maior. Irritado com a situação, ele não teve dúvidas: armou duas asinhas com os braços e começou a imitar uma galinha: “có-có-có!” Salvo pela mímica! Imediatamente, a caixa reconheceu o que ele queria: “Ah, chicken!” Então ele se deu conta do mico que pagou! Como se tratava de uma lanchonete americana, era só ter pedido em inglês, língua que ele falava muito bem…
Moral da história: antes de passar aperto ou fome numa situação extrema, use todas as suas estratégias de aprendizagem de línguas estrangeiras. Alguma deve surtir efeito!