Navegando entre línguas

Aprendendo línguas estrangeiras com recursos da Internet


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Dez dicas para quem vai estudar no exterior

O foco da nossa conversa aqui no blog é o uso da internet para aprender línguas estrangeiras (isso vc já sabe!). Mas queria aproveitar para retomar um assunto que já trouxe aqui tem um tempo, a imersão [clique aqui para ler o post sobre imersão].

Para se tornar proficiente em uma língua, você precisa ter o máximo de contato com ela, explorando as várias habilidades de expressão e comunicação (ou seja, ler, ouvir, falar e escrever). Então, vou aproveitar para compartilhar umas dicas que dei para o meu irmão que está indo estudar no exterior.

Se você está determinado a aprender uma língua, deve buscar uma situação de imersão, ou o mais próximo dela possível. Mesmo estudando daí, da sua casa, e pela internet, acho várias dessas dicas servem para você!

1. Seja sem vergonha. Não tenha medo de errar, de dizer que não entendeu. Aproveite essa situação em que ninguém te conhece e solte a língua!

2. The book is on the table. Via de regra, a língua que você vai escutar nas ruas, conversando com as pessoas, é diferente daquela dos livros didáticos, que é mais modulada e pausada. Mas não se sinta intimidado, você já conhece algumas palavras e expressões na língua que está estudando, com o tempo, você irá se acostumar a escutar novas pronúncias.

3. I want overtable. Cuidado com a traduções ao pé da letra! Aproveite para prestar atenção nas expressões idiomáticas, jargões e falsos cognatos. Para não traduzir ao pé da letra, veja a próxima dica.

4. Use todos os seus conhecimentos de mímica. Gestos ajudam muito na hora do aperto. Não se acanhe, vale tudo para que a pessoa com quem você está se comunicando entenda a sua mensagem. Tentar explicar com outras palavras mais simples e dar exemplos também é bem válido.

5.  Imite uma galinha. Na falta de gestos, palavras simples e exemplos, use a imaginação! Quer um exemplo? Veja a história que contei de um conhecido que fez de tudo para pedir um sanduíche de frango na Argentina [clique aqui para ler a história The pollo].

6. Não durma em dólar. Deixe para descansar quando voltar para casa. Vá para a rua, escute, fale, leia, converse, observe como as pessoas vivem. A oportunidade de conhecer outra cultura in loco enriquece muito a aprendizagem.

7. Você vai ficar de saco cheio, vai querer largar tudo e voltar pra casa. Se você realmente se empenhar na sua imersão, vai chegar um momento em que você vai ficar empapuçado com a língua estrangeira. Nessa hora, a saudade aperta e dá vontade de jogar tudo pro alto e voltar para o Brasil. Mas calma: respire fundo, escute um samba (ou pagode, axé, sertanejo, enfim…), dê um tempo para aliviar a saudade e siga adiante, não perca a sua motivação!

8. Deixe os brasileiros para depois. Quando encontramos compatriotas no exterior, as afinidades aparecem rápido e a amizade é quase instantânea. Mas dificilmente você e o seu novo amigo brasuca terão disciplina para conversar na língua do país onde vocês estão. Então, aproveite a oportunidade de conversar e fazer amizade com pessoas de outros países e desenvolver as suas habilidades na outra língua.

9. Assista televisão com closed caption. Estou falando daquele botão da TV que faz com que apareça legenda na televisão. Esse recurso pode ser muito útil para você compreender a mensagem como um todo, associando o que está sendo falado com a língua escrita. É uma experiência parecida a assistir um filme legendado, mas nesse caso a legenda é na mesma língua falada pelos atores.

10. Tente entender a mensagem como um todo. Para finalizar, essa dica vale para qualquer situação em que você esteja tentando compreender o que é falado ou escrito em língua estrangeira. Especialmente em uma conversa (ao vivo ou num chat, por exemplo), para a comunicação ser fluida, ela precisa ter uma dinâmica, uma certa velocidade. Se você pausar para procurar o significado de cada palavra, irá acabar perdendo o “fluxo” da conversa. É claro que, se você não entender nada, ou achar que a mensagem não faz sentido, não dá para seguir adiante sem compreender algumas palavras. Mas, se você entender o sentido geral da mensagem, isso pode te ajudar a se soltar, se comunicar melhor e perder a vergonha, o que nos leva de volta para a primeira dica…

E você, tem alguma dica para quem vai estudar no exterior? Já viveu alguma situação interessante ao se comunicar em outra língua? Compartilhe conosco!


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Exames de proficiência: para quê?

Olá!

Continuando o nosso papo sobre proficiência, eu comentei sobre a necessidade de ser proficiente em uma língua estrangeira para estudar no exterior. Uma forma de comprovar que você é proficiente é fazendo um exame de proficiência, que vai te dar uma certificação de reconhecimento internacional de que você domina aquela língua.

Porque é legal fazer um exame de proficiência?

Imagine um empregador selecionando um novo funcionário com domínio de italiano, por exemplo. Cada candidato ao emprego pode ter aprendido italiano de uma forma diferente: vivência no exterior, escola de idiomas, aula particular, aprendizado autônomo… Como saber qual tem o melhor domínio da língua? O empregador precisa de um parâmetro para saber o nível de proficiência de italiano dos candidatos. Então é isso, pra quem olha de fora, o certificado de um exame de proficiência dá um parâmetro sobre o domínio da língua.

E para quem realiza o exame?

Antes de tudo, é um desafio a ser superado! A maioria dos exames irá avaliar se você domina as quatro habilidades: ler, ouvir, falar e escrever. Além de tópicos como gramática, ortografia, coesão e coerência…

Mas não se assuste! Alguns exames possuem diferentes níveis de dificuldade, outros dão uma pontuação geral (ou seja, não reprovam).  A preparação para a prova representa uma etapa de grande aprendizado. Se você levar a sério e se dedicar, garanto que será capaz de chegar lá!


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Aprendendo com quem aprendeu 11 línguas

Aprenda 11 idiomas em 20 anos! Parece muito, não? O jovem britânico Alex conseguiu esta proeza. Veja no vídeo abaixo:

[Britânico de 20 anos fala 11 idiomas e quer aprender mais]

Não podemos dizer que ele tem um dom especial para aprender línguas estrangeiras, mas algumas pesquisas apontam que temos maior facilidade para aprender um novo idioma entre 03 e 07 anos.  O Alex relata que teve contato com algumas línguas quando ainda era bem novo, falava em inglês, grego e francês com a sua mãe e morou em outros países, como Japão e Holanda. Isso deve ter dado a ele uma capacidade para aprender novas línguas mais facilmente.

[Leia mais sobre esse assunto no blog Educação Bilíngue]

Mas, certamente, ter contato com diferentes línguas não é o único fator do êxito de Alex. Observe que ele conta que aprendeu holandês com CDs e filmes. Outra informação importante: ele diz que acha mais fácil aprender pelo contexto, ou seja, assimila melhor o que lê em um texto do que uma lista de palavras soltas, dessas que usamos para memorização.

Por fim, ele diz que quanto mais se aprende, mais fácil fica! Ou seja, mesmo que ele tenha desenvolvido uma boa capacidade cognitiva para as línguas, ele se dedica a estudar cada língua nova.

Até a próxima!


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Metodologia e tecnologia?

Olá! Hoje trago um videozinho muito interessante produzido pela Universidade Presidente Antonio Carlos:

E então? Será que a tecnologia pode mudar a forma como aprendemos e ensinamos por si só? Não vou me estender na discussão. Reflita e se quiser compartilhar suas ideias conosco, vou ficar muito feliz! Vou terminar com a reflexão de John Maeda em uma entrevista à BBC: “As tecnologias são ótimas, mas elas não tornam o mundo um lugar melhor. O que torna o mundo um lugar melhor são as pessoas.” Acrescento: e o uso que nós fazemos dessas tecnologias.


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Imersão

Imergir quer dizer mergulhar. Existem por aí vários cursos de imersão em língua estrangeira. Em geral, esses cursos proporcionam aos alunos uma temporada (um final de semana, uma semana…) em um local como um hotel fazenda ou algo semelhante, com professores e funcionários que dominam a língua-alvo estudada. A regra é clara: falar em português, nem pensar!

A ideia é que, ao estar ‘imerso’ na língua, você é obrigado a pensar e se comunicar nessa língua o tempo todo. A mesma situação acontece quando você visita um país da língua que vc está estudando. Isso costuma funcionar bem. O problema é que esses cursos custam uma nota!!! E viajar para o exterior nem sempre é uma opção viável.

Porém… o que podemos fazer com a Internet para chegar o mais perto possível de uma situação de imersão? Ok, a realidade virtual ainda não está desenvolvida ao ponto de vc poder se teletransportar para outro lugar (por favor, me avisem quando esse dia chegar!).  Mas dá pra aumentar bastante o contato com a língua estrangeira. Você pode ler uma matéria de jornal todos os dias, por exemplo, ou escutar um podcast, bater-papo com alguém… Enfim, as opções são muitas. De vez em quando eu gosto de procurar receita de comida em espanhol. E vc, o que costuma pescar na sua língua estrangeira enquanto navega por aí?


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Ser Interativo

HDTV. Já ouviu falar?

Semana passada assisti a um simpósio sobre as tecnologias digitais interativas na educação. A TV digital foi o assunto de maior destaque ao longo da semana. O tema despertou o meu interesse e achei que seria legal trazê-lo para o blog.

Mas me deparei com a seguinte questão: existe diferença entre interatividade e interação (será tema de outro post). Mas como explicar que a interatividade é o que fazemos quando escolhemos as ações que o computador irá executar, sem que isso pareça ser algo pragmático ou mecânico? Bom, talvez seja isso mesmo, interatividade é o que acontece entre você e a máquina: você escolhe uma ação e ela responde com outra ação.

Quando isso acontece com a televisão, muda a forma como recebemos a informação. No modelo tradicional, as emissoras escolhem a programação e nós só temos a opção de escolher o canal que queremos assistir, ligar ou desligar o aparelho. Na TV digital, poderemos escolher a grade de programação e além disso, uma das grandes diferenças é que existirá um canal de retorno. O que quer dizer que você poderá enviar mensagens para as emissoras de TV e ver conteúdos adicionais junto com os programas.

Essas opções vão dar mais autonomia para nós, telespectadores. Mas isso pode se converter em algo positivo para a educação, já pensou? Ainda estou ‘processando’ essa nova tecnologia, vou voltar nesse assunto daqui a um tempinho. Por enquanto, deixo dois links interessantes caso você queira se aprofundar no tema:

Interatividade na educação

TV Digital


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Mãos à obra!

Desde que comecei o blog venho trazendo para você vários tópicos sobre a aprendizagem de línguas estrangeiras e como podemos tirar proveito das tecnologias para aprender uma língua. Hoje, sem nenhum merchandising, vou falar de um site em especial que pode te ajudar.

O www.LiveMocha.com é uma mistura de comunidade virtual com curso automonitorado. Quando você se associa a ele (gratuitamente), preenche informações pessoais básicas e indica qual/quais língua(s) você fala e qual/quais quer aprender. A partir daí você tem acesso a um curso da sua língua-alvo (o nível avançado é o único pago), onde você vai ler, falar, ouvir e escrever.

Quando, em um exercício, você escreve um texto ou grava a sua fala, aparece a opção de enviar esse material para algum parceiro. Esse parceiro é um falante nativo ou avançado da língua que você está aprendendo. Ele recebe o seu texto ou gravação, corrige e te envia de volta. O inverso também acontece, os outros membros da comunidade que estão aprendendo a sua língua, enviam os seus textos para que você corrija. Outra opção é escolher alguém pra  bater papo em tempo real. As opções de línguas são bem variadas, vão do inglês nosso de cada dia ao árabe, ou mandarim, ou polonês, ou urdu… Enfim, um curso bem estruturado pra você não ter mais desculpas de que não pode pagar por um curso de língua.

Acredito que na Internet existem muitas outras opções para aprender línguas, além dos cursos que já vêm prontos (e vou trazer informações sobre essas opções mais adiante). Mas o LiveMocha já é um bom começo. Já experimentou essa comunidade? Conhece alguma outra? Compartilhe conosco a sua experiência!


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The pollo

Segue a história que prometi:

Um conhecido meu viajou para a Argentina com a família. Ele não sabia falar quase nada, mas nada mesmo em espanhol. Na hora em que a fome apertou, ele foi a uma rede de fast food na esperança de encontrar alguma comida que lhe parecesse familiar e fosse fácil de identificar. Olhando rapidamente as fotos do painel encima do balcão, ele escolheu um hambúrguer de frango. Foi ao caixa da lanchonete e pediu à atendente: “Frango”. Sem compreender o que ele queria, a moça perguntou outra vez qual era o pedido. “F-R-Á-N-G-O”, ele respondeu em voz bem alta e pausada, tentando falar com sotaque espanhol. A caixa fez aquela cara de ponto de interrogação! E assim o diálogo seguia, ela perguntava o que ele queria e ele respondia “Frángo. Frángo. Frángo!!!” A confusão já estava armada e a fila do caixa cada vez maior. Irritado com a situação, ele não teve dúvidas: armou duas asinhas com os braços e começou a imitar uma galinha: “có-có-có!” Salvo pela mímica! Imediatamente, a caixa reconheceu o que ele queria: “Ah, chicken!” Então ele se deu conta do mico que pagou! Como se tratava de uma lanchonete americana, era só ter pedido em inglês, língua que ele falava muito bem…

Moral da história: antes de passar aperto ou fome numa situação extrema, use todas as suas estratégias de aprendizagem de línguas estrangeiras. Alguma deve surtir efeito!

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