Navegando entre línguas

Aprendendo línguas estrangeiras com recursos da Internet


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Imersão

Imergir quer dizer mergulhar. Existem por aí vários cursos de imersão em língua estrangeira. Em geral, esses cursos proporcionam aos alunos uma temporada (um final de semana, uma semana…) em um local como um hotel fazenda ou algo semelhante, com professores e funcionários que dominam a língua-alvo estudada. A regra é clara: falar em português, nem pensar!

A ideia é que, ao estar ‘imerso’ na língua, você é obrigado a pensar e se comunicar nessa língua o tempo todo. A mesma situação acontece quando você visita um país da língua que vc está estudando. Isso costuma funcionar bem. O problema é que esses cursos custam uma nota!!! E viajar para o exterior nem sempre é uma opção viável.

Porém… o que podemos fazer com a Internet para chegar o mais perto possível de uma situação de imersão? Ok, a realidade virtual ainda não está desenvolvida ao ponto de vc poder se teletransportar para outro lugar (por favor, me avisem quando esse dia chegar!).  Mas dá pra aumentar bastante o contato com a língua estrangeira. Você pode ler uma matéria de jornal todos os dias, por exemplo, ou escutar um podcast, bater-papo com alguém… Enfim, as opções são muitas. De vez em quando eu gosto de procurar receita de comida em espanhol. E vc, o que costuma pescar na sua língua estrangeira enquanto navega por aí?


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Ser Interativo

HDTV. Já ouviu falar?

Semana passada assisti a um simpósio sobre as tecnologias digitais interativas na educação. A TV digital foi o assunto de maior destaque ao longo da semana. O tema despertou o meu interesse e achei que seria legal trazê-lo para o blog.

Mas me deparei com a seguinte questão: existe diferença entre interatividade e interação (será tema de outro post). Mas como explicar que a interatividade é o que fazemos quando escolhemos as ações que o computador irá executar, sem que isso pareça ser algo pragmático ou mecânico? Bom, talvez seja isso mesmo, interatividade é o que acontece entre você e a máquina: você escolhe uma ação e ela responde com outra ação.

Quando isso acontece com a televisão, muda a forma como recebemos a informação. No modelo tradicional, as emissoras escolhem a programação e nós só temos a opção de escolher o canal que queremos assistir, ligar ou desligar o aparelho. Na TV digital, poderemos escolher a grade de programação e além disso, uma das grandes diferenças é que existirá um canal de retorno. O que quer dizer que você poderá enviar mensagens para as emissoras de TV e ver conteúdos adicionais junto com os programas.

Essas opções vão dar mais autonomia para nós, telespectadores. Mas isso pode se converter em algo positivo para a educação, já pensou? Ainda estou ‘processando’ essa nova tecnologia, vou voltar nesse assunto daqui a um tempinho. Por enquanto, deixo dois links interessantes caso você queira se aprofundar no tema:

Interatividade na educação

TV Digital


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Mãos à obra!

Desde que comecei o blog venho trazendo para você vários tópicos sobre a aprendizagem de línguas estrangeiras e como podemos tirar proveito das tecnologias para aprender uma língua. Hoje, sem nenhum merchandising, vou falar de um site em especial que pode te ajudar.

O www.LiveMocha.com é uma mistura de comunidade virtual com curso automonitorado. Quando você se associa a ele (gratuitamente), preenche informações pessoais básicas e indica qual/quais língua(s) você fala e qual/quais quer aprender. A partir daí você tem acesso a um curso da sua língua-alvo (o nível avançado é o único pago), onde você vai ler, falar, ouvir e escrever.

Quando, em um exercício, você escreve um texto ou grava a sua fala, aparece a opção de enviar esse material para algum parceiro. Esse parceiro é um falante nativo ou avançado da língua que você está aprendendo. Ele recebe o seu texto ou gravação, corrige e te envia de volta. O inverso também acontece, os outros membros da comunidade que estão aprendendo a sua língua, enviam os seus textos para que você corrija. Outra opção é escolher alguém pra  bater papo em tempo real. As opções de línguas são bem variadas, vão do inglês nosso de cada dia ao árabe, ou mandarim, ou polonês, ou urdu… Enfim, um curso bem estruturado pra você não ter mais desculpas de que não pode pagar por um curso de língua.

Acredito que na Internet existem muitas outras opções para aprender línguas, além dos cursos que já vêm prontos (e vou trazer informações sobre essas opções mais adiante). Mas o LiveMocha já é um bom começo. Já experimentou essa comunidade? Conhece alguma outra? Compartilhe conosco a sua experiência!


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The pollo

Segue a história que prometi:

Um conhecido meu viajou para a Argentina com a família. Ele não sabia falar quase nada, mas nada mesmo em espanhol. Na hora em que a fome apertou, ele foi a uma rede de fast food na esperança de encontrar alguma comida que lhe parecesse familiar e fosse fácil de identificar. Olhando rapidamente as fotos do painel encima do balcão, ele escolheu um hambúrguer de frango. Foi ao caixa da lanchonete e pediu à atendente: “Frango”. Sem compreender o que ele queria, a moça perguntou outra vez qual era o pedido. “F-R-Á-N-G-O”, ele respondeu em voz bem alta e pausada, tentando falar com sotaque espanhol. A caixa fez aquela cara de ponto de interrogação! E assim o diálogo seguia, ela perguntava o que ele queria e ele respondia “Frángo. Frángo. Frángo!!!” A confusão já estava armada e a fila do caixa cada vez maior. Irritado com a situação, ele não teve dúvidas: armou duas asinhas com os braços e começou a imitar uma galinha: “có-có-có!” Salvo pela mímica! Imediatamente, a caixa reconheceu o que ele queria: “Ah, chicken!” Então ele se deu conta do mico que pagou! Como se tratava de uma lanchonete americana, era só ter pedido em inglês, língua que ele falava muito bem…

Moral da história: antes de passar aperto ou fome numa situação extrema, use todas as suas estratégias de aprendizagem de línguas estrangeiras. Alguma deve surtir efeito!


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É hora de usar estratégias de aprendizagem

Olá! Hoje vamos fazer um pequeno exercício. Quero que você assista a esse vídeo e observe o que acontece na história:

Deu pra entender, não é? A personagem está com o seu amante quando os outros amantes entram em cena e eles começam a discutir (até que chega um ser ‘estranho’ que realmente habla español!). Tudo isso usando o vocabulário que eles conhecem na língua: ¿Qué hora es? Uno, dos, trés. ¡Feliz Navidad! Me llamo David… Apesar das frases não terem relação com a história, conseguimos compreender o que acontece. Isso é possível porque usamos estratégias para contornar a falta de compreensão do vocabulário. Imagine se os personagens dissessem as mesmas frases em russo. Conseguiríamos entender a história porque observamos a movimentação dos personagens, seus gestos, expressões faciais e a sequência de acontecimentos.

Quando nos comunicamos em uma situação de interação, também usamos estratégias para negociar significado. Podemos fazer mímica, descrever o objeto ou ação, usar outra palavra, enfim… Essas estratégias são uma parte importante do nosso processo de aprendizagem e nos acompanham ao longo de todo o percurso.

No próximo post vou contar uma história engraçada sobre como uma mímica ajudou um conhecido meu a não passar fome na Argentina…


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A interlíngua nossa de cada dia

Quando aprendemos uma língua, existem alguns “erros” que são mais comuns do que outros. Imagine a seguinte cena: um arqueiro vai atirar uma flecha em um alvo. Ele pega o arco, mira no alvo e lança a flecha. O arco é a língua materna, o alvo é a língua a ser aprendida (língua-alvo, já escutou esse termo?) e todo o trajeto entre o arco e o alvo é o que se chama de interlíngua. Nesse trajeto, cometemos alguns erros específicos que se dão pela interferência da nossa língua materna com a língua que estamos aprendendo.

Chamar essa interferência de erro, no entanto, tem um peso negativo e isso pode te inibir, te deixar com medo. Só pra te tranquilizar, saiba que isso não é exclusividade nossa. Dá uma olhada nesse argentino se enrolando ao tentar falar português:

Algumas interlínguas ficam famosas e ganham nomes como portunhol (português + espanhol) ou spanglish (spanish + english). Em situações como  em regiões de fronteira, onde convivem duas línguas, essa mistura pode virar uma terceira língua, mas isso já é outra história…

Saiba mais sobre interlíngua


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Eu sou… social learner!

Fiz o teste no site que indiquei no último post e meu estilo de aprendizagem está relacionado ao trabalho em equipe e à comunicação (concordo com o resultado ;-) ). As pessoas com esse estilo gostam de compartilhar com os outros ao longo da sua jornada de aprendizagem e se dão bem em comunidades de aprendizagem. São hábeis comunicadores e não gostam de regras ou estruturas desnecessárias.

Vou resumir os outros estilos em português, para te ajudar:

Conceptual learners: Pensadores intensos em busca de profunda compreensão na aprendizagem e na vida. Têm boa imaginação para conceitos abstratos, são sistemáticos, lógicos e racionais.

Practical learners: Focalizam em coisas do mundo real, que podem ver, tocar etc. Gostam de aprender e criar através de experiências práticas. Também gostam de detalhes e instruções explícitas.

Adventurous learners: Costumam ter ideias inovadoras e têm capacidade para concretizá-las no mundo real. Prosperam em um ambiente de desafio e mudança. Preferem tirar conclusões através da própria experiência.

No site, dá para fazer download de um arquivo com todos os estilos resumidos e de outro com o teste e explicações mais detalhadas. Então, fez o teste? Qual é o seu estilo?


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Descubra o seu estilo

Sabia existem diferentes estilos de aprendizagem? Algumas pessoas são mais suscetíveis a estímulos visuais. Outras ao som, outras ao movimento e por aí vai. Você deve conhecer alguém que tem uma incrível facilidade em guardar números de telefone, ou que se lembra da fisionomia, mas não do nome das pessoas que conheceu recentemente.

Isso depende das suas características pessoais e das suas experiências anteriores. Não há consenso sobre a definição dos estilos de aprendizagem, mas é muito comum encontrar as categorias: visual, auditivo, sensorial, dedutivo e indutivo. Acredito que é interessante você se conhecer um pouco mais, saber qual é o seu estilo mais saliente, dessa forma você pode trabalhar encima dele (ou desenvolvendo os outros estilos) na hora de aprender uma língua estrangeira.

Achei um teste interessante num site do governo da Austrália, que define quatro perfis de estilos de aprendizagem. No site, o objetivo é verificar as habilidades para a empregabilidade, mas acho que vale a pena dar uma olhada porque as perguntas fazem refletir sobre a forma como aprendemos: http://linkup.tafesa.edu.au/learning_styles_evaluation.html (em inglês. Se tiver dificuldades para entender o teste, entre em contato comigo, posso te ajudar na tradução). Quer saber qual é o meu estilo? No próximo post…


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Procrastinar: transferir para outro dia, deixar para depois…

A mensagem de hoje é para você e para mim também.

Quando me propus criar esse blog, pensei em escrever um novo post a cada três dias. Achei que essa seria uma frequência que eu conseguiria cumprir e que você conseguiria acompanhar. No entanto… hoje é domingo, dia de descanso. Acordei e pensei: meu post não está pronto. E agora? Eu poderia me desculpar comigo mesma dizendo alguma coisa do tipo “Ah, eu já faço tantas coisas durante a semana, não tem problema se eu adiar um diazinho apenas.” Mas penso que o problema não é adiar um dia e sim deixar de cumprir com um compromisso. Se eu deixo de publicar hoje, todas as vezes que eu tiver alguma coisa ‘importante’ para fazer no dia de escrever aqui, eu poderia acabar adiando esse nosso compromisso.

Então, quero trazer essa reflexão para aprendizagem de línguas estrangeiras. Se você se propuser estudar uma língua, vai precisar de uma certa dose de disciplina para alcançar seu objetivo. Você provavelmente vai passar por um período muito atribulado no trabalho, pode pegar um resfriado daqueles, ou simplesmente perder a paciência de estudar. Nessas horas, é importante lembrar da sua motivação e de outra coisa: aprender uma língua é uma maratona e não uma corrida de 100 metros. Se você criar uma rotina de estudos muito pesada logo de início (tipo estudar 6 horas por dia, 7 dias por semana, ou algo assim), provavelmente não vai aguentar esse ritmo por muito tempo. Então, tente se organizar de forma que você consiga se dedicar constantemente.

Para começar a semana, imagino que todo mundo já viveu um dia como o desse vídeo de Lev Yilmaz. Bom domingo para tod@s!


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Podcast II

Então, descobriu o que é que o podcast tem? Às vezes leva um tempinho mesmo para aprender a instalar um programa e baixar os arquivos. Caso você ainda tenha dificuldades, segue o link de um tutorial.

Bem, agora vamos ao que interessa: você lembra que, quando nos comunicamos, usamos quatro habilidades: ouvir, falar, ler e escrever. Pois bem, nos cursos a distância anteriores à web 2.0 (aguarde, vou voltar a esse tema!), existia uma grande dificuldade em se tratar das habilidades ‘ouvir’ e, principalmente, ‘falar’ (no momento vamos nos concentrar no ‘ouvir’). Era necessário um grande investimento em tecnologia para produzir áudio. Alguns cursos chegavam a enviar fitas cassete para a casa do aluno como forma de tentar trabalhar essa habilidade.

Mas, como você já viu, hoje em dia é bem mais acessível criar um arquivo sonoro e disponibilizá-lo na Web. Quando você baixa um podcast, pode escutá-lo no seu computador ou em algum aparelho de mp3, não precisa necessariamente estar conectado à Internet. Existe muito material de qualidade e acessível gratuitamente, vou enumerar alguns para que você possa começar:

Espanhol: Audiria e A buen puerto

Francês: Coffee Break French e RFI

Inglês: 6 Minute English e Grammar challenge

Conhece mais algum podcast interessante? Compartilhe conosco, deixe seu comentário!

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